domingo, novembro 27, 2022

Catar decide banir bebida dos estádios 

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Luiz Vinicius
Luiz Vinicius
Natural de Magé (RJ), Luiz Costa é empreendedor, criador de conteúdo sobre apostas e Apostador Profissional a mais de 4 anos. Foi finalista do programa MASTERBET na rede Bandeirantes e é redator em alguns sites de apostas Esportivas.

A decisão de proibir o álcool pode violar um contrato multimilionário de patrocínio da FIFA. Além disso, sinaliza que o órgão regulador do futebol mundial pode não ter mais controle total de seu principal evento. 

Em cima da hora 

Em uma decisão de última hora, as autoridades do Catar decidiram que as únicas bebidas que estarão à venda para os torcedores. Durante a Copa do Mundo as bebidas serão não-alcoólicas. 

A decisão, que ocorreu dois dias antes da abertura do torneio no domingo, acabou sendo confirmada nesta sexta-feira pela Fifa, que organiza a competição. 

O álcool está fora 

“Após discussões entre as autoridades do país anfitrião e a FIFA, foi tomada a decisão de concentrar a venda de bebidas alcoólicas no FIFA Fan Festival, em outros destinos de torcedores e locais licenciados.” Anunciou a FIFA.  

A decisão, disse, significaria “remover os pontos de venda de cerveja dos perímetros dos estádios da Copa do Mundo da FIFA 2022 no Catar.” 

A proibição da cerveja é a mudança mais recente e dramática de uma discussão sobre álcool em evolução que há meses. Isso aumenta as tensões entre a FIFA e o Catar, uma nação muçulmana conservadora, onde a venda de álcool é rigidamente controlada. Mas também complicará o acordo de patrocínio de US$ 75 milhões da FIFA com a Budweiser e mais uma vez deixando os organizadores na luta para se ajustar nas horas finais antes do início da competição. Além disso, vale ressaltar também a insatisfação dos torcedores já irritados com as restrições, custos e inconvenientes do evento.  

FIFA sem o controle  

A medida adotada sugere que a Fifa, que tem enfrentado anos de duras críticas por sua decisão de levar a Copa para o Catar, pode não ter mais controle total das principais decisões relacionadas ao evento.  

Há uma década, por exemplo, a entidade do futebol pressionou o Brasil pelo resultado oposto. Pressionou o governo brasileiro a mudar uma lei para permitir a venda de cerveja em estádios, prática que vinha sendo proibida no Brasil desde 2003. 

No Catar, a Fifa cedeu às exigências do país anfitrião. Isso levantou a possibilidade de que outras promessas que vão contra as leis e costumes locais, incluindo questões como liberdade de imprensa, protestos de rua e os direitos dos visitantes LGBTQ+ acabem sendo desrespeitadas.

Agora resta se adequar às decisões do governo que quer impor suas regras, mas claro, terá seu custo.  

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