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Lá se vão 28 anos! A façanha de Maurício Gugelmin e sua March, em Jacarepaguá

27/03/2017 - 09:54 - Automobilismo

por Flávio Figueiredo

Em 26 de março de 1989, Jacarepaguá recebia aquele que seria seu último GP do Brasil. Além da concorrência de Interlagos, que reformulava seu traçado para receber a prova em 1990, o circuito do Rio de Janeiro sofreria um grande golpe dias antes da abertura da temporada daquele ano – o francês Phillipe Streiff (AGS) se acidentou com gravidade durante os testes de pneus no circuito carioca. A imagem da etapa carioca foi manchada por conta do atendimento precário dado a Streiff, que ficou paraplégico. Muitos consideraram que a equipe médica que retirou Phillipe do carro comprometeu o estado de saúde do piloto.

Foi diante de muitas críticas que o Autódromo Internacional Nelson Piquet abriu suas portas para sediar a primeira etapa do campeonato. No Rio, Mauricio Gugelmin iniciaria sua segunda temporada na Fórmula 1. Em 1988, realizou sua estreia na March, com destaque para o quarto lugar obtido no GP da Inglaterra, em Silverstone, e para a quinta posição no GP da Hungria, em Hungaroring.

Com mais experiência e contando com um carro bem desenhado – o 881 da March foi projetado por um certo Adrian Newey, engenheiro que se tornaria campeoníssimo pela Williams, McLaren e Red Bull -, Gugelmin planejou voos maiores para 1989. O sonho de Mauricio era alcançar o pódio, algo que seu companheiro de equipe, o italiano Ivan Capelli, obteve duas vezes no ano anterior – foi terceiro na Bélgica, em Spa, e segundo em Portugal, no Estoril.

O carro da March tinha um calcanhar de Aquiles: o fraco motor Judd. Apesar disso, em pistas seletivas como Jacarepaguá, o bólido desenhado por Newey tinha bom desempenho. Por conta disso, as expectativas eram boas para Gugelmin e Capelli. Nos treinos, o italiano impressionou ao obter o sétimo lugar no grid, atrás apenas dos pilotos da McLaren (Ayrton Senna e Alain Prost), Ferrari (Gerhard Berger e Nigel Mansell) e Williams (Riccardo Patrese e Thierry Boutsen). Ivan ficou à frente dos pilotos da Benetton (Alessandro Nannini e Johnny Herbert) e de Nelson Piquet (Lotus).

A façanha de Capelli foi compartilhada com o regular treino de Gugelmin. O brasileiro ficou na 12ª posição do grid. Logo, a March tinha consciência de que era possível beliscar pontos no GP do Brasil. “Corríamos com o modelo de 1988, que, se não era novo, ao menos estava muito bem testado. Eu tinha um carro equilibrado, mas bem limitado, principalmente em termos de motor. Marcar pontos era uma possibilidade real, e eu pensava nisso”, afirmou Gugelmin, em entrevista concedida ao site Globoesporte.com em 2009.

A pretensão aumentou após a confusão que veio depois do sinal verde: depois da largada, logo na Curva 1, Senna, Berger e Patrese se enroscam. O austríaco da Ferrari abandonou, enquanto o brasileiro da McLaren caiu para último, com três voltas de desvantagem. Já o italiano da Williams assumiu a ponta, seguido por Boutsen, Mansell, Prost e Capelli.

Gugelmin se aproveitou do incidente da primeira curva e apareceu na nona posição. Com o abandono de Boutsen, o brasileiro da March subiu para o oitavo lugar, colocação onde permaneceu até a volta 14, quando foram iniciadas as paradas de boxes. Mauricio foi aos boxes na volta 20, e retornou à pista na sétima posição – ele ganhou a posição após seu companheiro Capelli deixar o GP com problemas de suspensão.

Com o pit stop de Patrese e Nannini na volta 26, o brasileiro da March apareceu em quinto. Depois, foi a vez de Herbert ir aos boxes, na volta 34. Mauricio era o quarto. 

“Apertei o ritmo, fiquei um bom tempo andando entre o quarto e o sexto lugar, na balada dos caras da frente, e pensei que dava para ir além”, afirmou Gugelmin.

Após ir aos boxes na volta 39, Mauricio se viu consolidado no quarto lugar, atrás apenas de Mansell, Prost e Patrese. Com problemas no alternador de seu Williams, o italiano perde o rendimento e é superado por Gugelmin. O piloto da March era o terceiro. Melhor: Mansell e Prost estavam em sua alça de mira.

“Passei a ver que meu carro estava melhor em curva do que a McLaren. Andávamos bem nas tomadas de alta, e por duas vezes quase superei o Prost. Com um pouco mais de experiência, acho que teria conseguido. Mas a temperatura do óleo começou a subir demais e resolvi preservar aquele resultado, levando o carro até o final”, afirmou Mauricio, que ainda teve que domar o estreante Herbert para assegurar a terceira posição e o primeiro pódio na carreira.

“Subir ao pódio foi como uma vitória para mim. O Ayrton Senna e o Nelson Piquet tiveram problemas e, de repente, virei o “salvador da pátria”. Eu passava na reta e sentia o pessoal na arquibancada mexer, vibrar… é uma experiência que até hoje eu não esqueço”, revelou Mauricio. Mansell venceu com a pioneira Ferrari de câmbio semi-automático, seguido por Prost e Gugelmin. Herbert, Derek Warwick (Arrows) e Nannini completaram os seis que pontuávam na época.

 

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