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Lá se vão 28 anos! Satoru Nakajima faz o impossível e quase chega ao pódio em Adelaide

07/11/2017 - 11:11 - Automobilismo

por Flávio Figueiredo

No dia 5 de novembro de 1989, a Fórmula 1 disputava a última etapa daquela que foi uma das mais ferozes temporadas de todos os tempos. O Mundial chegava decidido à Austrália. Todavia, as sequelas do duelo entre Alain Prost e Ayrton Senna ainda eram evidentes. O confronto entre os pilotos da McLaren deixou cicatrizes abertas. Todos estavam de olho no reencontro do francês, campeão após jogar seu carro sobre Senna no Japão, com o brasileiro. Qual seria o comportamento de ambos? Haveria um combate final?

Todas as perguntas ficariam sem respostas. Quem brilhou no GP da Austrália de 1989 foi o intrépido Satoru Nakajima (Lotus). Sim, nobre leitor: o inconsequente japonês fez a melhor corrida de sua carreira no circuito de rua de Adelaide. Ele superou todos os desafios possíveis numa prova. Pista molhada, acidentes e um péssimo carro não foram obstáculos para Satoru. Enquanto Prost e Senna sucumbiam, Nakajima recebia a bandeira quadriculada em quarto, com direito a volta mais rápida da etapa.

Nakajima desembarcou na Oceania sem pontos no Mundial de Pilotos. Mas havia uma justificativa: o Lotus-Judd era sofrível. Tanto que seu companheiro de equipe, o célebre tricampeão Nelson Piquet, somava apenas 12 pontos na temporada. O fundo do poço aconteceu no GP da Bélgica, quando o brasileiro e o japonês não conseguiram classificar a Lotus para a corrida. Piquet queria que 1989 acabasse o quanto antes. Satoru também. Ambos já estavam acertados com Benneton e Tyrrell, respectivamente, para 1990.

Nos treinos, Nakajima obteve a 23ª posição com 1m20s066. Para se ter uma ideia, o japonês se livrou da não-classificação para o GP da Austrália por apenas 0s3. A diferença dele para o tempo da pole, feito por Senna, foi de distantes 3s401. Piquet foi um pouquinho melhor – figurou em 18º no grid, com 1m19s392. A despedida de Satoru da Lotus parecia fadada a um retumbante fracasso. Só uma ajuda dos céus mudaria o destino do japonês. E ela viria traduzida em água. Muita água.

A pista estava alagada. Um dilúvio despencava sobre Adelaide. A largada foi adiada em 30 minutos. Nada da tempestade parar. A corrida começaria assim. Veio a luz verde. Com o título de tricampeão assegurado, Prost anunciou que daria uma volta e abandonaria a prova. Dito e feito. O resto do grid se digladiava nas ruas encharcadas, exceto JJ Lehto (Onyx), cujo carro fica parado na pista. A prova seria paralisada e um novo procedimento de largada teria de ser realizado.

Nova largada. E um show de rodadas e acidentes se iniciou em Adelaide. René Arnoux (Ligier), Philippe Alliot (Lola), Gerhard Berger (Ferrari), Derek Warwick (Arrows) e Andrea de Cesaris (Dallara) não resistiram ao temporal. Senna, o líder, encheu a traseira de Martin Brundle (Brabham) e também deixou a prova. Isso em apenas 13 voltas. Naquele instante, Nakajima era um sobrevivente – já figurava na sétima posição.

Duas voltas depois, Satoru se aproveitou dos problemas de Pierluigi Martini (Minardi) e Nigel Mansell (Ferrari) para assumir o quinto lugar. Em apenas 15 voltas, o japonês da Lotus avançava 18 posições. Não importava se por conta dos azares dos adversários. Nakajima mostrou uma regularidade surpreendente para um notório desastrado. À frente do nipônico, apenas Thierry Boutsen (Williams), Alessandro Nannini (Benneton), Riccardo Patrese (Williams) e Eddie Cheever (Arrows).

Na volta 24, Satoru passou por Cheever. A quarta posição era dele. A partir daí, Nakajima imprimiu um ritmo fortíssimo. A chuva diminuiu, e o desempenho do japonês aumentou. Incrivelmente, a Lotus era o carro mais veloz de Adelaide. O nipônico era constantemente mais veloz que Boutsen, Nannini e Patrese. Tão mais rápido que passou a visualizar o italiano da Williams. O pódio se tornou realidade.

Na volta 64 (a seis do final da etapa, que terminou no limite das 2 horas), o japonês da Lotus anotou a volta mais rápida do GP da Austrália – 1m38s480 – e colou em Patrese. Quando a ultrapassagem parecia certa, um vacilo de Satoru acabou lhe custando o pódio. O samurai das pistas ganhou a bandeirada a 4s de Riccardo, o terceiro. A vitória ficou com Boutsen, seguido por Nannini. Mas o show foi de Satoru Nakajima. Sem dúvida, a melhor apresentação da vida do herói nipônico.

*Fonte: Contos da Fórmula 1

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