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Brasileiros na Fórmula 1

05/12/2016 - 12:46 - Corrida

por Flávio Figueiredo

    O Brasil pode ser conhecido como o país do futebol, porém nem só dele os brasileiros se orgulham.

    Com 31 pilotos ao longo da história na categoria, a Fórmula 1 é sinônimo de alegria para os brasileiros e até mesmo de consolo em algumas ocasiões. O Brasil já entrou na categoria com muita classe, Chico Landi (muito amigo de Enzo Ferrari) estreou em 1951 com sua Ferrari nas cores do Brasil.

      “Os carros quebravam muito porque a Gordini não tinha dinheiro para comprar peças novas. A suspensão sempre dava problemas e às vezes até perdíamos as rodas. Era muito perigoso”. Esse era o clima encontrado na Fórmula 1 em 1955 quando Hermano da Silva Ramos, o então terceiro piloto brasileiro, entrava na categoria. Essa audácia de desafiar a morte dava um charme a mais na Fórmula 1 da época.

    Quando Émerson Fittipaldi ingressou na Fórmula 1 em 1970 a categoria era extremamente perigosa e por ser o piloto mais jovem a se tornar campeão mundial (em 1972 com 25 anos, 8 meses e 29 dias), Émerson se sentiu no dever de mudar esse quadro e liderou a Associação de Pilotos para melhorar a segurança nos autódromos. "Rato" como era chamado por seus amigos conquistou dois títulos mundiais e fundou o primeiro carro brasileiro (Copersucar Fittipaldi) que anos mais tarde fecharia as portas.

    Era uma época romântica do automobilismo mundial onde o piloto tinha a condição de disputar duas competições em um ano, como foi o caso de José Carlos Pace que disputou a Fórmula 1 e o Campeonato de Protótipos paralelamente. Pace não era considerado um piloto de ponta pela mídia mas chegou no auge de sua carreira justamente em Interlagos quando venceu a prova em 1975, fazendo dobradinha com Émerson Fittipaldi. Dois anos mais tarde Pace sofreu um acidente fatal com seu mono-motor na Serra da Cantareira (o piloto brasileiro estava a caminho da Fazenda de Émerson Fittipaldi).

    Alex Dias Ribeiro foi um piloto muito respeitado no "Circo" da Fórmula 1, não pelos seus resultados (somou dez grandes prêmios em três anos) e sim por sua característica como ser humano. Muito inteligente, Alex tem três best sellers publicados e entre 1999 e 2001 pilotou o Medical Car da FIA na Fórmula 1 e Fórmula 3000.

    Em 1978 chega à Fórmula 1, talvez, o  piloto mais "rebelde" que a categoria tenha conhecido, Nelson Piquet Souto Maior, nascido no Rio de Janeiro, o primeiro brasileiro tricampeão mundial, adorado pelos brasileiros, certo!? Errado! Piquet nunca caiu nas graças do torcedor brasileiro mas dentro do cockpit fez história com ultrapassagens memoráveis como a da Hungria em 86 em cima de Ayrton Senna no fim da reta dos boxs. Com muita garra (que era sua marca registrada) foi campeão em 1981 segurando a "suada" quinta colocação enquanto Carlos Reutmann foi apenas o oitavo, assim Piquet tornou-se campeão com a diferença de um ponto. Além desse título o brasileiro foi campeão mais duas vezes (83 e 87).
    Um folclórico brasileiro, se assim podemos chamar, foi o carismático Roberto Pupo Moreno. Moreno disputou oito temporadas no total de sua carreira e pode dizer que passou por muitas situções, um tanto, inusitadas como ser boicotado pela Eurobrun em 1990, chegou a garantir à equipe AGS uma economia de 400 mil dólares devido a sua sexta colocação no GP da Austrália três anos antes e foi demitido pela Benetton em 1991 para a estreia de um certo alemão chamado Michael Schumacher.
    "Racing, competing, is in my blood. It´s part of me, it´s part of my life". Esse era o espírito de Ayrton Senna da Silva ou Ayrton Senna do Brasil. Segundo maior piloto em número de pole-positions da história (só perde para Michael Schumacher que tem 68 em 18 anos de categoria), ficou marcado por inúmeras corridas inesquecíveis como a de Suzuka em 88 quando conquistou seu primeiro título mundial de Fórmula 1, Interlagos 91 vencendo a corrida apenas com a sexta marcha, a largada em Donington Park 1993, saindo da sexta colocação para primeiro na primeira volta, dentre outros feitos. O piloto brasileiro, então tricampeão mundial, perdeu sua vida num acidente em Ímola no dia primeiro de maio de 1994 quando corria pela Williams. Foi um choque para o país.
    Maurício Gugelmin não poderia ficar de fora dessa homenagem aos grandes pilotos brasileiros, foram três anos na categoria e resultados razoáveis com sua March (famoso carro na cor verde água), porém, muito bons para o potencial do carro. Sua melhor colocação foi um terceiro lugar em Jacarépagua em 89 quando chegou a disputar a segunda posição com Alain Prost.
    Christian Fittipaldi, sobrinho de Émerson, tentou seguir os passos do tio na categoria porém ficou muito aquém das expectativas e somou apenas doze pontos em três anos de categoria. Chistian ficou marcado como o acidente espetacular que sofreu no GP de Monza em 1993 quando tentou ultrapassar seu companheiro de equipe na última volta em frente ao box e seu carro capotou dando um giro completo no ar e mesmo assim o piloto brasileiro terminou a corrida.
    Rubens Barrichello começou como coadjuvante na Fórmula 1 pois as esperanças de vitória eram depositadas em Ayrton Senna. Rubinho, carinhosamente chamado pela mídia brasileira estreou pela equipe Jordan em 93, desde então conseguiu bons resultados por essa equipe que era de médio porte na Fórmula 1. Com a morte de Ayrton Senna, Rubinho tomou uma postura de chamar a responsabilidade para si, porém sua inexperiência e sua Jordan não o deixaram decolar no mundo da Fórmula 1. Mesmo assim chegou à equipe Ferrari em 2000 mas seu companheiro de equipe era Michael Schumacher que não o deixou ganhar muita coisa. Barrichello se aposentou da Fórmula 1 em 2011 e hoje é piloto da Stock Car..
    Após a morte de Ayrton Senna e os altos e baixos de Barrichello, o Brasil viveu um momento decadente na categoria, Pedro Paulo Diniz, Ricardo Rosset, Tarso Marques, Ricardo Zonta, Enrique Bernoldi e Luciando Burti passaram despercebidos pelos torcedores brasileiros e não conseguiram se firmar nem em suas equipes.
    Felipe Massa estreou em uma Sauber no ano de 2002, "apadrinhado" pelo filho de Jean Todt (chefe de equipe da Ferrari na época) e com um toque de guiar agressivo, chamou a  atenção de todos e em 2006 foi promovido (pois a equipe Sauber é parceira da Ferrari) para a equipe italiana do cavalinho rampante, deu mais sorte que Barrichello pois Michael Schumacher estava se aposentando e assim teve a oportunidade de brigar por campeonatos como foi o caso em 2008 quando em Interlagos estava assegurando o título até a última curva mas acabou escapando e caindo no colo de Lewis Hamilton. Felipe se aposentou esse ano e por enquanto não acertou com nenhuma caegoria.
    A nova geração de pilotos composta por Bruno Senna, Lucas Di Grassi e Felipe Nasr apresentaram excelentes resultados na GP2 e categorias menores, na Fórmula 1 tiveram carros muito abaixo do padrão exigido para analisar qualquer piloto e a esperança é que possam retornar no futuro pilotando carros mais fortes.
     Quantas e quantas vezes o brasileiro não acordou cedo na esperança de ouvir o "hino da vitória", se arrepiar e festejar em plena luz da manhã dos domingos, passar a madrugada acordado enquanto na terra do sol nascente o dia iluminava os pilotos brasileiros (4 títulos no Japão), a torcida muitas vezes pela chuva do outro lado da televisão pois os brasileiros sempre pisavam fundo nesse clima "mais perigoso" e esse é o Brasil, na esperança de novas vitórias sempre haverá uma bandeirinha tremulando nos autódromos mundo afora.

tabela

Campeonato Brasileiro Série A

Classificação Pontos
1 TIM 2 36
1 TIM 2 36
1 TIM 2 36
1 TIM 2 36

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prognósticos

1 LIV x NAP

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Confiança

85%
2 MON x BRD

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Confiança

85%
3 BAR x TOT

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Confiança

85%

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Bolão Semana 49

RANKING

1 Bruno ***

750,00

2 walter ***

0,00

3 André ***

0,00

4 Renato ***

0,00

5 Alessandro ***

0,00

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