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Carreira do "professor"

24/02/2017 - 12:40 - Corrida

por Flávio Figueiredo

Há 62 anos atrás, em 1955, em Lorette, na França, nascia Alain Marie Pascal Prost, ou pode chamar simplesmente de Alain Prost. O professor! O calculista! O piloto que esperava o momento certo para fazer sua ultrapassagem, o piloto que poupava o carro e terminava as corridas enquanto outros ficavam pelo caminho, o que não se importava em terminar na zona de pontuação apenas para pontuar e somar na tabela de classificação (quando era impossível uma posição melhor), sim, ele não gostava e temia correr na chuva mas "descontava" na corrida seguinte. Iniciou na Fórmula 1 em 1980, quando somou cinco pontos num total de 12 corridas. Em sua estréia em Buenos Aires terminou em sexto lugar ganhando um ponto, feito que o credenciava como um destaque diante dos pilotos. Prost conquistara mais quatro pontos no total, durante a temporada (Interlagos , Brands Hatch e Zandvoort).  Em 1981 se transferiu para a Renault, quando formou parceria com o, também, piloto francês René Arnoux. Lá, ele venceu sua primeira corrida de Fórmula 1, em casa, Grande Prêmio da França no circuito de Dijon, terminando dois segundos à frente de seu antigo companheiro de equipe John Watson. Naquele ano, Prost ganhou mais duas corridas e conquistou sua primeira pole position, no GP da Alemanha (nesse ano Prost venceu novamente na Holanda e Itália, e terminou em quinto lugar no campeonato de pilotos, sete pontos atrás do campeão Nelson Piquet). Prost ficou na Renault até 1984, quando retornou à Mclaren para conquistar suas de seus títulos mundiais. Depois de um vice-campeonato em 1984, onde perdeu o título mundial por meio ponto para Niki Lauda (devido à interrupção da corrida de Mônaco onde chovia muito e o diretor de prova decidiu acabar a prova antes da metade da corrida, o que resultou em dividir os pontos daquela corrida), o professor foi brilhante em 1985 e 86 quando conquistou o Bicampeonato Mundial de Fórmula 1. Especificamente o Grande Prêmio da Austrália de 1986, retrata bem o que foi Alain Prost na Fórmula 1. Um piloto calculista, frio e que está preparado para "dar o bote" na hora certa.  Era a última corrida do ano onde Nigel Mansell, Alain Prost e Nelson Piquet disputavam o Campeonato. O finlandês Keke Rosberg da McLaren, que liderava a prova e serviu para forçar o ritmo dos pilotos da Williams, abandonou em sua última prova na categoria com o pneu traseiro se desfazendo em tiras. 

Mansell, que tinha tudo para ser Campeão pela Williams, com o 3º lugar, depois de 10 anos (a última foi com James Hunt), tem o pneu traseiro esquerdo do seu carro estourado na reta pela Brabham. O piloto inglês da Williams consegue controlar com habilidade o carro com apenas 3 rodas em plena reta, mas ele é obrigado a abandonar no final da reta na área de escape. Com isso, perdeu a chance de ganhar o primeiro título na carreira. Naquele cenário, Nelson Piquet seria o Campeão, porque liderava com Alain Prost em segundo; porém, o piloto brasileiro da Williams não parou nos boxes para colocar novo jogo de pneus enquanto o francês da McLaren já tinha feito. Se Piquet fosse para os boxes, inevitavelmente perderia o título. O piloto da Williams reluta à comunicação da equipe, mas acaba cedendo em função do ocorrido com o seu companheiro de equipe. Com novo jogo de pneus, Piquet volta dezoito segundos atrás de Prost. Chega a encurtar a diferença, mas o piloto francês consegue responder nas voltas seguintes. Alain Prost vence a corrida e é Bicampeão Mundial de Fórmula 1, Piquet chega em 2º, mas 4 segundos atrás e termina o campeonato em 3º lugar. Em 1988, faz dupla com o novato Ayrton Senna, onde foi derrotado pelo brasileiro. Um fato havia irritado o francês: no Grande Prêmio de Portugal de 1988, Senna tentou bloquear Alain Prost de obter a liderança forçando o francês a correr próximo do muro dos pits; Prost manobrou para passar Senna por fora, obtendo a liderança quando os dois chegaram à primeira curva, mas manteve-se irritado com a manobra perigosa do brasileiro. Senna conquistara seu primeiro Título Mundial naquele ano mas foi em 1989 que a relação "azedou" de vez. Após o Grande Prêmio de San Marino de 1989, onde os dois competidores firmaram um acordo que nenhum ficaria no caminho do outro na primeira curva. No início, Senna obteve a liderança e foi seguido por Prost pela primeira curva sem se colocar no caminho de Senna. Um acidente envolvendo Gerhard Berger na 4ª volta parou a corrida. No reinício, foi Prost que levou a melhor entre os dois, mas Senna forçou seu caminho em cima de Prost na primeira curva, quebrando o acordo feito no início da corrida e deixando o francês furioso com Senna. Senna argumentou que foi o reinício e Alain Prost também ficou irritado com a McLaren aparentemente favorecendo Senna pelo melhor relacionamento de Senna com a Honda, então anunciando no meio da temporada que assinaria contrato com a Ferrari para o ano seguinte. Esta rivalidade chegou ao ápice no fim de 1989, quando o título estava para ser decidido entre Senna e Prost no Grande Prêmio do Japão de 1989, em Suzuka. As duas McLarens colidiram na chicane do Casio Triangle quando Prost bloqueou uma tentativa de ultrapassagem de Senna. Prost saiu do carro, enquanto que Senna gesticulou para os técnicos de pista empurrassem seu carro para retornar à pista, cortando pela chicane. Senna voltou aos boxes para trocar o bico avariado e continuar, enquanto que Prost se dirigiu à sala dos comissários para reportar que o corte pela chicane era uma manobra ilegal. Mesmo com Senna vencendo a corrida, os comissários entenderam que a manobra foi ilegal e Senna foi desclassificado. Após uma apelação malsucedida pela McLaren, o brasileiro recebeu uma multa de US$100,000 e seis meses de suspensão, levando Senna a acusar o então presidente da FIA Jean-Marie Balestre de favorecer o francês. A desclassificação de Senna fez com que Prost ganhasse o título matematicamente, já que Prost tinha mais pontos no campeonato. Há ainda muito debate se Prost intencionalmente acertou Senna, se Senna foi arrojado demais em sua manobra, ou se simplesmente o ocorrido foi um incidente de corrida. O Campeonato de Fórmula 1 de 1990 viu os dois pilotos se colidindo novamente. Senna estava à frente de Prost, que agora estava na Ferrari, no campeonato de pilotos. Prost se classificou em segundo para a penúltima corrida da temporada em Suzuka, no Grande Prêmio do Japão de 1990, e Senna se classificou na pole. Sem expicação, o lado ímpar das posições de largada foi trocado com o lado par. Senna então reclamou que o lado ímpar estava sujo, significando uma aderência menor na largada e também uma arrancada mais lenta comparada com a de Prost, que largaria do lado mais emborrachado da pista. O apelo do brasileiro foi rejeitado. No início da prova, Prost levou a melhor entre os dois, mas ao completar a primeira curva, Senna se recusou a recolher o carro para dar espaço e colidiu de lado com Prost a 160 mph (260 km/h), decidindo o título para o brasileiro.[6] Prost quase se aposentou do esporte dizendo: "O que ele fez foi desprezível. É um homem sem valor." Um ano depois, Senna admitiu que a manobra foi premeditada, em retaliação por Prost ter tentado retirar os dois da corrida no ano anterior, numa posição similar. Houve também um incidente controverso na temporada de 1991: a Ferrari de Prost era inferior às McLarens, sendo incapaz de ser competitivo contra Senna. No Grande Prêmio da Alemanha de 1991, Prost disputava com Senna o 4º lugar, mas no entanto sentiu Senna se defender muito agressivamente na primeira chicane, fazendo Prost se desviar pela rota de escape. Prost estabilizou o carro e retornou à corrida. Concidentemente, Senna ficou sem combustível na última volta exatamente naquele ponto. Naquele ano, Prost não acabara o Campeonato como piloto da Ferrari, foi demitido da Ferrari por ter criticado publicamente o carro e a equipe. Após um ano fora do Circo da Fórmula 1, Prost anunciou um contrato para a temporada de 1993, com a Williams. Senna quis ir para a Williams também, mas Prost tinha uma cláusula em seu contrato em que proibia o brasileiro de ser seu companheiro de equipe. Furioso, Senna chamou o francês de covarde durante uma coletiva de imprensa em Estoril. Com um carro muito superior às Mclarens e Benneton, Alain somou 99 pontos e conquistou seu Tetracampeonato na categoria. Com incríveis 13 pole-positions e 7 vitórias o francês se aposentou no auge. Aquele capacete com as cores da França retratavam bem quem era o "inimigo" na era Senna x Prost. Inimigo que sempre foi respeitado por suas habilidades e temido por sua inteligência, não por acaso tinha o apelido de "professor" no Circo da Fórmula 1.

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Campeonato Brasileiro Série A

Classificação Pontos
1 TIM 2 36
1 TIM 2 36
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