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CABMMA emite nota admitindo erro de árbitro, que se defende

06/02/2018 - 16:59 - MMA

por Flávio Figueiredo

Uma polêmica ronda o mundo do UFC feminino. A Comissão Atlética Brasileira de MMA (CABMMA) se pronunciou, através de uma nota, sobre o ocorrido na luta entre a brasileira Priscila Pedrita e Valentina Shevchenko. A entidade admitiu que a luta deveria ter sido interrompida em pelo menos dois momentos. O árbitro Mário Yamasaki não paralizou a luta que culminou com a vitória de Valentina, com uma finalização em Priscila, aos 4 minutos e 25 segundos do segundo round. A luta foi realizada no último sábado (3), em Belém. 

O árbitro se defendeu das críticas alegando que deixou que a luta prosseguisse pela bravura demostrada por Pedrita. Dana White, o chefão do UFC, também não gostou da postura do árbitro e chegou a dizer que foi uma atuação "de dar nojo". Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, o árbitro se defendeu.

Assista o confronto:

“Durante o segundo round, sinalizei a atleta Pedrita que se ela não se movimentasse eu estaria parando a luta, e toda vez que eu iria parar eu sinalizava para ela e ela se mexia na tentativa de escapar dos golpes. Infelizmente também não consigo controlar o número de golpes deferidos - novamente, enquanto a mesma busca uma reviravolta ela está no game.  Lutadores passam por períodos de muito esforço e dedicação para estar lá, MMA é um esporte de contato e nenhum lutador gosta da luta interrompida sem a chance de reverter o resultado, na minha visão permiti a Pedrita ser guerreira e continuar lutando, poderia ter parado a luta no 2nd crucifixo ou na montada, mas ela se mexeu o tempo todo.  Reconheço também que deveria ter parado na primeira batida do mata-leão, e somente parei segundos depois. Quanto à opinião alheia, é de direito (novamente) emiti-la”.

Não é a primeira vez que Mário Yamasaki teve seu trabalho questionado. Na luta entre Kevin Lee sobre Michael Chiesa, em junho do ano passado, ele  interrompeu o duelo prematuramente, quando Lee aplicava mata-leão no adversário. Chiesa, porém, não havia sinalizado a desistência com os três tapinhas e ficou bastante irritado com a paralisação. O presidente do UFC chegou a cobrar o afastamento do árbitro brasileiro. No entanto, essa medida só cabe a Comissões Atléticas, responsáveis por escalações de árbitros em eventos de MMA.

Confira a nota da CABMMA:

“A Comissão Atlética Brasileira de MMA (CABMMA) discutiu o incidente com o árbitro Mario Yamasaki e demais membros da comissão na reunião pós evento realizada no próprio ginásio em Belém. Apontamos todas as nossas preocupações quanto à conduta dele durante a luta.

Priscilla Cachoeira demonstrou valentia e coração durante os dois rounds, entretanto são atitudes que não podem confundir ou interferir o árbitro quanto se tratar de interrupção. No primeiro round, nos minutos finais, estava claro que a Priscilla não conseguia se defender de forma eficiente e técnica, refletindo assim diretamente nas notas dos juízes, onde todos deram 10-8 nesse round.

Round 2 foi exatamente igual, porém como obviamente a atleta Priscilla não conseguiu se recuperar o suficiente do round anterior para demonstrar alguma chance contra a Valentina, a luta poderia ter sido interrompida já nos momentos iniciais. Caso o round tivesse se estendido até o término, seria um evidente 10-7, já que se tratou de um round em que o lutador domina completamente seu adversário de forma impressionante, em striking e grappling, a tal ponto de se considerar necessária a interrupção da luta. Pode ser por uma esmagadora dominância, mas também com significativos impactos que possam evidenciar uma necessidade de interrupção imediata pelo árbitro.

Em relação ao matchmaking, a luta foi aprovada pela CABMMA. Se a luta não foi bem casada e isso sendo evidentemente demonstrado no decorrer da luta, é obrigação do árbitro de identificar esta disparidade, já que ele é a maior autoridade naquele momento com plena responsabilidade de proteger o lutador, incluindo interromper a luta no momento correto.

A CABMMA entende que erros são possíveis de acontecer, mas devem ser reconhecidos e corrigidos para evitar que se repitam novamente no futuro. E no esporte do MMA onde a maior preocupação deve ser a saúde e integridade física do atleta, de um ponto de vista regulatório, tudo deve ser feito para diminuir os riscos de um cenário como o ocorrido neste final de semana.

Mario Yamasaki tem sido um dos melhores árbitros de MMA dos últimos anos e teve um papel fundamental na construção da equipe da CABMMA. Iremos juntos discutir os próximos passos e sem dúvida decidiremos o que for melhor para todos os envolvidos”.

 

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